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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
(Des)educar
Artigo de opinião hoje no Diário do Minho sobre o papel da Câmara Municipal de Braga na Educação dos jovens bracarenses.
(Des)educar
Por vezes olhámos em retrospectiva na senda da vida, numa maratona de crescimento da nossa personalidade. A efemeridade obriga-nos a repensar constantemente o nosso caminho, sem nunca, no entanto, perdermos de vista os nossos objectivos. Independentemente de qualificarmos a pertinência das metas de cada um, há algo que une toda a humanidade. A curiosidade e o aperfeiçoamento da raça humana é uma constante que invariavelmente nos acabou por trazer ao estilo de vida que hoje conhecemos. Este não é um caminho desprovido de um planeamento sério, implicando um esforço das comunidades e alianças que marcam o rumo da História. Um desenvolvimento que parte do conhecimento aprofundado de todas as áreas científico-humanísticas, numa óptica de aprender com os erros do passado e com os benefícios do futuro.
Não é despiciendo pensar que a História de uma cidade deve ser um marco na educação de um jovem munícipe, pois caso contrário, não é coadunável pedir que as pessoas valorizem e respeitem o património. A Câmara Municipal pode ter aqui um papel preponderante na promoção da História da cidade junto dos jovens bracarenses. É certo que hoje somos dotados de boas instituições educacionais, desde as escolas primárias às universidades, no entanto, é necessário fortalecer os laços entre os habitantes e a urbe. Poderíamos assacar responsabilidades a estas entidades por actualmente não o fazerem, mas em boa verdade, um programa que é delineado por Lisboa não poderia incutir este tipo de matéria no plano curricular. Dada a extensão do actual, considerando que vão beber da História Mundial, da actual União Europeia e do país torna-se inviável leccionar sobre a História da localização desta ou daquela escola/universidade. Acontece que a Câmara Municipal, na veste de principal órgão político entre as instituições e as pessoas, deve zelar pelo enriquecimento cultural de ambas.
Neste sentido, cabe analisar a actuação do actual executivo camarário. Sendo certo que existem vários apoios financeiros a famílias e jovens carenciados, nomeadamente na reutilização de manuais escolares e eventos de festividades como o Desfile de Carnaval ou Visitas de Estudo à Feira do Livro, o Partido Socialista continua com tiques esquizofrénicos das teorias Keynesianas. O investimento em equipamentos continua a ser uma boa fatia da política educacional levada a cabo pela Câmara Municipal. Não retirando mérito a nenhuma destas medidas, devo no entanto realçar que na actual conjuntura económica, o investimento em obra pública não se compadece com a redução de despesa pública. A meu ver o que falha é o facto do executivo socialista ser incapaz de se reinventar e traçar soluções dinamizadoras que ajudem as próximas gerações, que já de si vão ter dificuldades por aquilo que lhes deixámos.
O meu apelo vai portanto no sentido de dar um maior contributo aos jovens bracarenses e estruturar um plano que possa fazer chegar às escolas a História desta cidade desde a sua fundação. Temos provavelmente uma das cidades com mais património arquitectónico e histórico das redondezas. Tem-se monopolizado o debate em torno das Sete Fontes, da Sé Catedral, do Bom Jesus, do Sameiro postergando um espólio que se encontra neste momento escondido e esquecido nas freguesias rurais. Fala-se muito da política actual, mas poucos conhecem António Santos da Cunha e a respectiva obra. É um sinal dos tempos, e é tempo dos bracarenses julgarem o Partido Socialista.
Orlando Vilas Boas da Silva – Vogal da Comissão Política Concelhia da JSD Braga
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