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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Lights out?
imagem do DM
Mais uma época natalícia, mais uma temporada que se espera rentável para o comércio tradicional. Ano após ano assistimos ao definhar daquela que chegou a ser a "grande superfície comercial do norte". A cidade de Braga vem perdendo, também aqui, o capital de atractividade e diferenciação que a caracterizava. Apesar dos esforços dos comerciantes, o advento dos "shoppings" e a dificuldade de estacionamento (sobretudo gratuito) no centro histórico combinaram-se num cocktail de tristes consequências. Tudo isto, aliado à desertificação daquele mesmo centro, condenou muitos lojistas a "entregar as chaves e partir para outra".
Como dizia, espera-se que esta quadra natalícia suavize as prestações menos boas do resto do ano. Neste contexto, as iluminações de Natal são sempre um chamariz importante e criam uma atmosfera diferente, também ela importante já que "os olhos também comem". Contudo, o cenário do país é o de uma crise profunda, as finanças públicas clamam por uma intervenção responsável e credível e as autarquias, sabe-se já, serão fortemente atacadas pelo OE de 2011.
Admitindo o dilema difícil para os executivos municipais, penso que há duas notas que devem ser sublinhadas. Em primeiro lugar, está aqui uma oportunidade importante de os políticos concelhios prestarem contas da sua actividade. Se é para gastar dinheiro em iluminações de Natal, pois então que se demonstre que a relevância do gasto previsto é, pelo menos, directamente proporcional ao ganho que se pensa obter e façamos as contas no final, tirando daí as devidas consequências. Soluções de partilha de sacrifícios com as Associações Comerciais e seus representados, são também caminhos possíveis na busca de um patamar de equilíbrio.
A segunda nota é a de que, se de facto vamos gastar dinheiro em iluminações nas ruas, então que se aproveite a ocasião para racionalizar o consumo de electricidade, com soluções amigas do ambiente, eventualmente patrocinadas por empresas privadas com interesses no sector e com novidades tecnológicas da responsabilidade, por exemplo, da "nossa" Universidade do Minho.
Não caímos no populismo demagógico de rejeitar, sem mais, a aposta nas iluminações, mas era bom que se aproveitassem estas oportunidades para moralizar os gastos dos dinheiros públicos.
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