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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Porque (a)creditar é preciso

Vivemos tempos consabidamente difíceis. A turbulência económica que se abateu sobre Portugal não dá espaço a optimismos de circunstância nem permite as contínuas efabulações em que alguns teimam. É importante dizer aos portugueses que isto não é pessimismo, mas realismo. Um realismo que não é de agora, mas para o qual só agora se vêem acordar os atoleiros do regime.

É indesmentível que o papel de um Presidente, no actual contexto constitucional, não aconselha nem permite uma visão mais intervencionista da actuação do Chefe de Estado. Apesar do contexto verdadeiramente dantesco em que nos colocaram os sucessivos erros de casting governativos dos últimos anos, não nos podemos permitir, enquanto cidadãos, idealizar uma função e um Presidente da República que não correspondam à mais pura das verdades dos poderes que lhe cabem. E aí, o referencial de estabilidade, o dínamo de consensos alargados e a voz avisada e independente que se elegem como qualidades inultrapassáveis, mas fundamentais, do cargo político mais alto da nação são características perfeitamente identificáveis num só candidato, no Prof. Cavaco Silva.

É imperioso, desde já, centrar bem os conceitos e sabermos do que se fala quando se alega que “o Presidente, em boa verdade, não tem poder algum e que, não raras vezes claudica perante a realidade”. Este é um erro tão comum quanto inverdadeiro. A crise, é certo, acentuou um ponto em favor daquela tese. De facto, o Presidente não tem poder executivo de molde a intervir directamente na economia, ou a gerar acções concretas e imediatas na vida económica do país. Mas este é o verso de uma outra grandeza, muito mais importante e que só pelo momento que atravessamos é que se vê minorada. Falo, está claro, do poder político, a tal magistratura de influência, ou agora, na sua mais recente iteração, a cooperação estratégica de que Cavaco Silva é um exímio intérprete.

Se pararmos para pensar nisto, facilmente desmontamos as atoardas de outras candidaturas que ora prometem “mundos e fundos”, extravasando bastas vezes os mais extravagantes defensores de um poder executivo imanente por parte da Presidência da República, ora criticam o actual Presidente por fazer demais e que se fosse com eles (presume-se, não o dizem) o governo teria via aberta para toda a insanidade que achasse oportuna.

O que faremos no próximo dia 23, e é importantíssimo que o façamos, é escolher a clarividência comprovada de um candidato que exerceu na perfeição os poderes e limites constitucionais que são atribuídos ao mais importante órgão político da nação, ou apostar num jogo muito arriscado de desfecho imprevisível, ao qual a potencial vítima – o país – não sobreviverá sem fortes danos.

É tão simples, tão crú e tão dramático como isto. Como jovem que sou, a minha escolha está tomada. Ponderei não só os aspectos técnicos do exercício do mandato presidencial, mas também a certeza de que com Cavaco Silva a batalha pela sustentabilidade do país, pela responsabilização dos agentes políticos, pela promoção do mérito e pelo combate aos sucessivos legados de dívida não encomendados pela minha e pelas próximas gerações é uma prioridade quotidiana.

Por um Presidente verdadeiramente independente, dia 23, voto Cavaco Silva!

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