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A Vitória do Povo
Cavaco Silva foi reeleito para a Presidência da Nossa República de forma categórica e “sem espinhas”, como diz o nosso povo.
Vitória à primeira volta, deixando o principal adversário a mais de 33 % de distância, vencendo em todos os distritos e regiões autónomas (só não venceu em 16 concelhos) e aumentando a percentagem de votação relativamente a 2006.
Estamos perante a vitória da humildade, da competência e de um referencial de estabilidade, mas principalmente do anseio de maior intervenção e correcção do rumo de Portugal. Esse é o grande desígnio e mensagem que os portugueses delegaram.
Foi uma vitória da vontade de um povo que recusou frontalmente uma campanha onde 5 adversários se limitaram a caluniar e a lançar suspeitas ao candidato e actual Presidente.
Esta é também uma derrota desta forma de fazer e estar na política, não é a primeira vez que assistimos à renúncia a este estilo, que nada acrescenta ou esclarece e sobretudo afasta as pessoas do debate e da participação cívica. Quem o pratica que reflicta e assimile, a nível nacional, mas também local.
Por outro lado, este plebiscito também demonstrou que algo tem que mudar no nosso sistema político.
Uma abstenção de 53,37%, quase 2% de votos nulos e quase 5% de votos em branco, têm que fazer meditar todos aqueles que estão envolvidos na política portuguesa.
Além destes números, temos que ter em conta o resultado de 4,5% de José Manuel Coelho, que usou um registo muito informal, mas acintoso e até satírico e que cativou o voto de protesto de muitos dos que actualmente não acreditam nos políticos.
Algo tem que mudar para que não fique tudo na mesma. Esta campanha e a votação de domingo também revelaram um alheamento dos mais jovens, basta ver a abstenção nas mesas mais recentes.
Que se mude a praxis política, da qual não serão alheios casos onde a promiscuidade e a corrupção minam de uma forma definitiva os grandes alicerces da confiança da sociedade portuguesa nos seus representantes.
Uma palavra também para todos aqueles que sofreram com o choque (caos) tecnológico, devido aos problemas provocados pelo cartão de cidadão. Além dos grandes incómodos criados, fomentou-se a abstenção de uma forma indigna. Por trapalhadas muito menores já se demitiram governos.
Que a força que o povo consagrou, inspire Cavaco Silva nos próximos 5 anos.
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