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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Intervenção da JSD na AM (P2/3)



...Os protagonistas são novos, a começar pelo Vereador responsável, mas as receitas antigas.
Ao longo do plano para 2012, não se vislumbra uma onça de originalidade, um pensamento ou iniciativa inovadora. Onde a Câmara não repete, imita, onde não imita, repete.
A imagem das piscinas olímpicas é, por isso, a síntese perfeita do executivo. Quando o betão é, ao mesmo tempo, a medida e o limite da política da cidade, não se pode esperar coisa diferente.
Mas centremo-nos então na juventude. Sabemos que para o ano seremos Capital Europeia da Juventude. Sabemos nós, os que cá estão, porque suspeito que muitos dos jovens da cidade ainda o não sabem. Confesso que, nas minhas funções partidárias tive a oportunidade de me encontrar com muitos dos protagonistas do associativismo juvenil da cidade e muitos deles, até há bem pouco tempo, não sabiam sequer que Braga tinha recebido aquela distinção.
Este é o problema, temo-lo dito várias vezes, de construir uma cidade dentro dos muros da autarquia, longe do aparentemente indesejável escrutínio público mas longe também da participação plural dos bracarenses.
A preparação da CEJ 2012 saldou-se por um punhado de polémicas que foram as únicas vezes em que vimos dada alguma dimensão mediática à organização.
Desde a censura, no Facebook da autarquia, a comentários menos positivos à escolha da Fundação e respectiva direcção como timoneiros da Capital, passando pela nomeação das pessoas que geriram e gerem o evento, ao que parece escolhidas dentre o universo de militantes da JS, até à mais recente gaffe que fez com que Braga viesse pedir desculpa a Fafe, por se enganar 2 vezes no brasão daquela cidade.
Muitas interrogações continuam por responder a propósito de Braga 2012. O programa oficial quer muito, mas o orçamento deixa pouco. As sinergias com as associações mereceram vários reparos ao longo do ano, o que não augura nada de bom para o que aí vem. E a ligação com Guimarães está a ser remendada a contravapor por falta de uma genuína e inicial vontade de trabalhar em conjunto.
Continuamos sem perceber muito bem para que se reergueu a Fundação Bracara Augusta, quando a maior parte dos trabalhos parecem estar acometidos ao vereador e ao seu assessor, ambos membros daquela. Ou, se calhar, até percebemos, olhando para algumas das contratações efectuadas, como as do director-geral da Capital.
Continuamos sem perceber porque é que demorou tanto até que os principais embaixadores da cidade, o ABC, o SC Braga e o Hóquei Clube de Braga, só para nomear alguns, aderissem ao projecto.
Continuamos sem entender qual a lógica, se é que há alguma, da promoção do evento fora das fronteiras do concelho...
(cont.)

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